segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Formação do território

O Brasil no Mundo


        
OBJETIVOS
-Compreender que os avanços dos meios de comunicação interligam o mundo
-Conhecer as relações comerciais entre o Brasil e o mundo
-Entender o conceito de emigração, imigração e migração

Os meios de comunicação integram o mundo
A crescente evolução dos meios de comunicação vem facilitando cada vez mais o contato entre as pessoas, por mais distantes que ela estejam.
Graças a essa evolução dos meios de comunicação, o mundo todo está interligado. E o Brasil não fica de fora. Ele mantém as mais diversas relações com outros países, e essas relações são facilitadas pela grande velocidade com que as informações podem ser trocadas.

As trocas de mercadorias
O Brasil mantém relações comerciais com muitos países, importando e exportando mercadorias.
O desenvolvimento cada vez maior das tecnologias facilitou o comércio entre o Brasil e outros países: a comunicação entre eles se tornou mais rápida e os meios de transporte ficaram mais eficientes.
O Brasil exporta vários produtos, desde os provenientes do extrativismo, como minério de ferro, até produtos agrícolas, como soja e café, e industrializados, como automóveis e aviões.
Os produtos que o Brasil importa também são diversificados, dos quais se destacam o trigo, o petróleo, produtos eletrônicos e autopeças.

 As trocas de serviços
As relações entre o Brasil e outros países também incluem o comércio de serviços.
O comércio de serviços é uma forma de troca baseada em contratos de prestação de serviços entre pessoas, empresas ou governos. O governo de outro país pode, por exemplo, contratar uma empresa brasileira para construir uma estrada em seu território. Ou então uma empresa brasileira pode contratar o serviço de funcionários de uma empresa estrangeira para dar treinamento aos seus funcionários.

Muitos brasileiros vivem em outros países
A busca de melhores oportunidades de trabalho e educação leva muitos brasileiros a se mudar para o exterior.
Os países que mais recebem imigrantes brasileiros são os Estados Unidos, o Paraguai, o Japão e a Itália.

A maior população brasileira fora do Brasil
De acordo com estimativas do governo brasileiro, mais de um milhão de imigrantes brasileiros viviam nos Estados Unidos em 2005. É a maior população de brasileiros residentes no exterior.
Nos Estados Unidos, alguns jornais são publicados em língua portuguesa para os leitores brasileiros que lá vivem.

Brasiguaios, os imigrantes brasileiros no Paraguai
Desde a década de 1960, muitos agricultores brasileiros emigram de vários estados para o Paraguai, principalmente da região Sul.
Esses imigrantes são conhecidos como brasiguaios, e muitos vivem de forma ilegal no Paraguai.



Glossário
Emigrar: sair de um país e ir morar em outro
Imigrar: entrar em um país estranho
Interligar: unir, ligar
Migrar: ato de se mover de uma região para outra



REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Projeto Buriti - Editora Moderna
Editora responsável: Virgínia Aoki. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2007.

O Filme no Trabalho com a Geografia




Documentário “O Migrante”


Sinopse:
Todos os anos, há várias décadas, milhares de trabalhadores do Norte de Minas Gerais e do Nordeste brasileiro migram em busca de trabalho. Este documentário conta a história de trabalhadores de comunidades rurais de Chapada do Norte, município situado no Vale do Jequitinhonha-MG, que deixam suas casas durante nove meses por ano para trabalhar no corte da cana-de-açúcar. Em Minas estão as famílias, o roçado, as festas religiosas, a esperança de dias melhores. Mas as dificuldades decorrentes da falta de chuva faz do homem do campo um migrante. No interior de São Paulo e em outras áreas, no meio de extensas monoculturas de cana, o migrante enfrenta a saudade da família, o trabalho penoso, riscos de acidentes, cãibras e há registros de morte por exaustão durante o trabalho. Atualmente, o processo de mecanização acena com benefícios ambientais, mas ameaça com desemprego. Trata-se de um importante dilema sócio-ambiental no principal centro do agronegócio brasileiro que pode afetar diretamente comunidades inteiras no Vale do Jequitinhonha.
 

Inserindo a Música:



Asa Branca

Composição: Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira

1. Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João

2. Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

3. Que braseiro, que fornalha 
Nem um pé de plantação 

4. Por falta d'água perdi meu gado 
Morreu de sede meu alazão

5. Até mesmo a asa branca 
Bateu asas do sertão 

6. Então eu disse adeus Rosinha 
Guarda contigo meu coração

7. Hoje longe muitas léguas 
Numa triste solidão

8. Espero a chuva cair de novo
Para eu voltar pro meu sertão

9. Quando o verde dos teus olhos 
Se espalhar na plantação 
Eu te asseguro não chores não, viu

10. Que eu voltarei, viu
Meu coração

Analise da música: Asa Branca

  1. O compositor começa a música com uma figura de linguagem “terra ardendo”. O verbo “arder” aqui remete ao sofrimento pelo qual o povo nordestino passa ao enfrentar os problemas da seca, sendo assim, por falta de chuva a terra queima, arde “qual a fogueira de São João”.
Esta é a única estrofe em que ele fala de uma das maiores alegrias do povo nordestino, que é a festa popular de São João. Portanto, é possível trabalhar a questão cultural do nordeste, seus costumes, hábitos, tradições, comidas típicas; enfim, a alegria que essa festa representa para os nordestinos.

2. O compositor manifesta sua fé em Deus representando a fé que o povo nordestino tem em gozar de dias melhores.
3. Nesta estrofe, ele se utiliza de outra figura de linguagem para retratar a questão da seca. Aqui, podem ser trabalhados os seguintes conteúdos: REGIONALIZAÇÃO, ASPECTOS CLIMÁTICOS, PRECIPITAÇÃO DAS CHUVAS.
4. “Por falta d'água perdi meu gado. Morreu de sede meu alazão”. Com essa fala, fica subentendido que o problema da seca faz sofrer NÃO apenas os nordestinos pobres, mas também aqueles que têm algum bem, pois, para se ter gado e alazão no sertão é preciso ter recurso financeiro. Aqui pode ser discutida a questão econômica do nordeste. É possível estimular os alunos a pesquisarem em que é baseada a economia de um determinado estado do nordeste, no período de seca quais outras opções que eles têm de sobrevivência, além da migração?
5. Asa Branca – é uma ave que vive no sertão. Proposta de atividade: Dividir a sala em grupos e solicitar que cada grupo pesquise sobre a fauna e a flora de um determinado estado do nordeste.
6. Fica evidente a questão da MIGRAÇÃO. Quando o sertanejo vê-se numa situação em que não há mais opções de sobrevivência no sertão, sua única opção é tentar a vida longe de sua família. Este fenômeno foi uma febre na segunda metade do século XX. Por conta da seca no nordeste, milhares de nordestinos viram-se obrigados a deixar para trás sua terra, sua família e seu coração para tentar a vida no sudeste do país. (Levando em consideração o ano de escrita desta música (1947) há de se entender todos estes fatos). Porém, na atualidade, isso está mudando muito, no sentido de que os nordestinos estão voltando para o Nordeste, fato este que é justificado pela isenção fiscal cedida pelo governo a empresas de grande porte para permanecerem no nordeste por muitos anos. AQUI PODE – SE FAZER UM TRABALHO DE PESQUISA COM OS ALUNOS PARA COMPARAR A SITUAÇÃO DA MIGRAÇÃO NO NORDESTE entre a segunda metade do século XX e os dias atuais.
7. A grande maioria dos sertanejos migraram para o sudeste, principalmente, Rio de Janeiro e São Paulo, estados que ficam muito distantes do nordeste, o que com certeza os faziam sofrer de saudade por conta da distância. Com este assunto, pode–se trabalhar o conteúdo MAPAS.
8. Manifestação da esperança e da fé do sertanejo que “ANTES DE TUDO É UM FORTE”, segundo Euclides da Cunha. Ele jamais deixa de sonhar com o retorno para sua terra, e lá permanecer junto aos seus.
9 e 10. Da mesma forma que começou, o compositor encerra a música com uma figura de linguagem: “Quando o verde dos teus olhos Se espalhar na plantação”(...) Ele quis dizer: Quando o verde do mato VOLTAR banhado pelas chuvas que a terra seca, angustiada, faminta e sedenta a espera, aí sim eu também voltarei para ti, ó Rosinha, e evidentemente para o meu amado sertão.

A Formação do Povo Brasileiro

Nós os brasileiros. quem somos?




ão 

domingo, 18 de setembro de 2011

Contemplando as Artes





A artista plástica Ingred Dabringer utiliza mapas como tela para seus desenhos. Com habilidade, usa as estradas, as cores e a geografia dos mapas para ajudar a definir as imagens.
Neste caso a geografia é utilizada de uma maneira muito criativa, ganhando formas totalmente diferentes, através da criação de imagens de pessoas ressaltadas sob o olhar do artista que recria a imagem dentro do próprio desenho dos mapas. É interessante observar que apesar de transformar os desenhos, o artista está inserindo ali algo que é também parte da geografia, que é a imagem de pessoas deixando ainda mais explícita a idéia de que as pessoas realmente fazem parte da geografia.
“A imagem é um elemento recorrente na geografia. Ela não é exatamente a realidade do espaço, é apenas uma manifestação deste, uma representação efêmera e aberta. Mas o corpo insere-se nos lugares, esquadrinha os territórios, compara paisagens, tece a realidade vivida. A análise geográfica é contaminada pelo estar-no-mundo”. (Renata Moreira Maquez – Arte e Geografia)





Propostas de Atividades Práticas - Representações e Construções


Se oriente rapaz (...) pela constelação do cruzeiro do sul.”
(“Oriente” de Gilberto Gil)



Nas séries iniciais do ensino fundamental o trabalho com mapas deve ser continuo e progressivo, ao contrário do que muitos acreditam esse não é um conteúdo, e sim instrumental básico da geografia. (TANNURI, 1993).
As representações simbólicas são encontradas em todos os lugares. É importante apresentar a turma alguns exemplos dessas representações os times de futebol utilizam símbolos que os representam, nas ruas temos os sinais de trânsito, símbolos que informam os banheiros femininos e masculinos etc.














Os símbolos devem ter entendimento rápido e eficiente, são representações de uma mensagem. Com esse objetivo, os cartógrafos, profissionais que elaboram os mapas, também utilizam símbolos nas representações do espaço geográfico. De acordo com LACOSTE, os mapas e as cartas são representações gráficas dos espaços numa linguagem simbólica que precisa ser elaborada mentalmente, é preciso lembrar que “são representações” mais ou menos parciais da realidade (...) não é possível considerar que elas são o reflexo, o espelho ou a fotografia da realidade. Essas representações recebem diferentes nomes, como plantas, cartas, mapas e maquete. Na elaboração delas utiliza-se um sistema de símbolos específicos que são reconhecidos mundialmente.
É interessante que os professores socializem atividades referentes ao trabalho com mapas, então aqui estão algumas dicas super interessantes!


ATIVIDADE 1

Os alunos desenham em uma folha de papel a sua mesa, primeiro vista de frente e depois vista de cima.








Objetivo:

  • O aluno deverá perceber o que mudou de um desenho para outro; o que pode ser visto; como desenhar os objetos a partir de cada ponto de vista.





ATIVIDADE 2

Pedir para que cada aluno representar no papel a sala de aula vista de cima, incluindo o contorno da mesma.











Objetivos:

  • o aluno deverá perceber que, quando se faz a representação gráfica de um espaço, este sempre vai se representar de forma reduzida em relação ao seu tamanho real;

  • despertar e desenvolver no aluno a noção de proporção;

  • o aluno deverá perceber que um mesmo espaço pode representado em tamanhos diferentes, através da comparação das representações da sala de aula feita pelos diversos alunos. Comparar os desenhos para verificar quem reduziu mais, ou menos, o tamanho real da sala de aula e seus elementos;

  • desenvolver a noção de limite, fronteira;


  • o aluno deverá concluir que os mapas representam, graficamente, espaços vistos de cima, com seu tamanho reduzido.
ATIVIDADE 3

Pedir ao aluno que desenhe um trecho da planta do seu bairro onde se situa sua casa e coloque ao lado deste alguns dos símbolos utilizados na representação desse espaço. Ex. escola, hospital, padaria etc. Pedir que o aluno desenhe a planta da figura sem legenda e depois com legenda.

Objetivo:

  • O aluno precisa primeiro perceber o significado para depois representar, ele deverá perceber que os elementos que compõe o espaço podem ser representado por símbolos ou cores e que estes tem um significado.








Mapas são formas de representação relacionadas ao domínio de técnicas e de conhecimentos do espaço, tendemos a utilizar a expressão mapa para representações mais simples, como, por exemplo, mapa-múndi e mapa político do Brasil, os mais complexos ou detalhados são chamados de cartas. Abaixo o mapa do nosso estado, a Bahia


Para confeccionar mapas e carta é necessário que haja uma relação de proporcionalidade entre o mapa e o terreno representado. Para essa representação precisa é necessário utilizar a escala, que é a relação entre dimensões e suas correspondentes na natureza. Isto é, uma medida reduzida dos valores correspondentes à altura a à largura do objeto. As escalas podem ser gráficas ou numéricas.



A orientação em um mapa pode se dá pelos pontos cardeais e colaterais. A figura na qual aparecem todos esses pontos de orientação é denominada rosa-dos-ventos. Veja a imagem abaixo.








ATIVIDADE 4

1° Momento: Despertar no aluno a necessidade de orientação no espaço, partindo da localização do próprio aluno e de sua necessidade de deslocamento, até os meios de transporte como avião, navio.

2° Momento: Explicação dos pontos cardeais tomando sempre a posição do sol e o local onde o aluno estiver (seu próprio corpo) como pontos de referência. Marcar com um giz, no chão da sala de aula, os quatro pontos cardeais.

3 ° Momento: Orientação do aluno dentro da sala de aula
















LEGENDA
Mesa do professor

Cadeira do aluno
Cadeira do aluno II
Porta
  1. Qual a direção que o aluno X tomaria se quisesse sair do seu lugar e ir até a mesa do professor pelo caminho mais curto?

  1. quais as direções que o aluno da cadeira azul tomaria para sair da sala pelo caminho mais curto, partindo do seu lugar?


Objetivo:

  • Estimular o senso de orientação
  • Despertar no aluno a necessidade de outros pontos de orientação (explicação dos pontos colaterais).


ATIVIDADE 5

Dividir a turma em grupos, de acordo com os bairros da cidade onde moram. Distribuir para cada grupo, cópias da planta do bairro, em uma escala grande, para que possam identificar e localizar as ruas e pontos do bairro conhecidos por eles, bem como deslocamentos diários.


Exemplo: Você e seus colegas de grupo estarão recebendo um pequeno mapa ou planta cartográfica, que reproduz o(s) bairro(s) onde moram e outros próximos. Trabalhando com essa planta faremos uma revisão do que já estudamos, aplicando os conhecimentos sobre: legenda escala orientação e localização. Conserve-se com cuidado, pois nós a utilizaremos novamente para outros assuntos.

1° )Localize sua casa no mapa, marcando-a a lápis;

2°)organize, junto com seus colegas de grupo, numa folha separada, uma legenda para esta planta. Criem, em conjunto, uma convenção de símbolos e cores para os elementos mais importantes da área representada. A legenda deverá ser a mesma para todo o grupo e indicada no verso da folha;

3°) Usando lápis de cor, pinte e marque alguns desses elementos importantes que o grupo selecionou. Marque e pinte também, a sua casa de cada um dos seus colegas de grupo. O grupo deve definir um símbolo para representar as casas dos componentes do grupo e outro para representar o caminho casa-escola (ou pelo menos parte desse caminho), que cada aluno deverá indicar em sua planta;

a)Qual dos colegas de grupo mora mais perto de você?

4°) Desenhe a rosa dos ventos na planta, em tamanho pequeno, com pontos cardeais e colaterais. Faça a Rosa em uma parte mais vazia da planta para não atrapalhar o colorido e as marcações já feitas. Marque nas margens da planta, os pontos cardeais e colaterais( isso vai ajuda-lo no trabalho daqui pra em diante).

5°) Sabendo que a escala desta planta é de aproximadamente 1:40.000, responda:

a)Quantas vezes a sua rua está menos neste mapa do que ela é na realidade?
b)Se você quiser ir da sua casa até a casa de um dos seus colegas de grupo, terá que percorrer uma distancia quantas vezes maior do que aquela representada nesta planta?

6°) Quais os dois pontos mais afastados um do outro , marcados por você nessa planta? Indique-os abaixo.
1° ponto: Nome:
Localização:

2° ponto:
Localização

Se você pudesse andar em uma linha reta para ir do 1° ponto ao 2° ponto, deveria tomar que direção? (lembre-se que, neste caso, você tem que considerar como centro da Rosa-dos-Ventos o lugar de onde está saindo)


7°)Escreva abaixo o seu endereço e indique a localização da sua casa na planta, utilizando os pontos cardeais e colaterais, para que eu possa encontrá-la.

Endereço:
Localização na planta:


ATIVIDADE 6

Observando o mapa com atenção você verá que ele é “cortado” por linhas verticais e horizontais. Essas linhas formam “quadradinhos” desenhados sobre o mapa que, uma vez identificados, facilitam muito a localização de qualquer lugar nele representado.
1 2 3 4 5 6 7 8 9


Observe que cada quadricula, dessas, pode ser identificada através de e um número ( 1,2, 3,4 ou 5)

Vejamos. Eu posso facilmente encontrar um determinado lugar neste mapa se você me disser que ele está na direção Noroeste, na quadricula 2. Será bem mais fácil do que procurá-lo pelo nome da planta toda, ou do que procurá-lo em toda parte Noroeste da planta. Você não concorda?


Considerando as quadriculas e os pontos cardeais e colaterais que você marcou nas margens do papel, responda:

a)Qual a quadrícula situada mais a nordeste? Dê o nome de um estado situado nesta quadricula.
c)Qual a quadricula situada mais a Sudoeste ? Dê o nome de um estado nesta quadricula.

 Referência Bibliografica

Para ensinar Geografia. Contribuições para o trabalho com 1° e 2° graus/ João Rua, Fernando Antônio Waszkiavicus, Maria regina petrus Tannuri, helion póvora neto. Rio de Janeiro, RJ: ACCESS editora,1993.

Geografia sociedade e Cotidiano: fundamentos do espaço geografico, 5° ano: manual do professor/josé Francisco Bigotto, 2006.